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A História do Surf

         

A História do Windsurf

 

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          Os inventores do Windsurf foram o casal Newman e Naomi Darby.

    

A American Windsurffer magazine conseguiu fotos e documentos que comprovam que o casal acima foram sem dúvida os inventores do WIndsurf.

Na época ainda namorados,Newman velejador de barco e Naomi canoísta,residentes na Flórida, em 1963 desenvolveram o primeiro protótipo de windsurf, incentivados por um desejo de Naomi em possuir uma vela em sua canoa para se locomover mais rápido. No entanto, o casal, mesmo diante de um invento que futuramente iria revolucionar o esporte a vela, não foi feliz na receptividade da sua criação.

Mesmo com um bom investimento em marketing,porém mal direcionado e a montagem de uma fábrica, a burocracia e os custos com advogados, fizeram com que eles desistissem mesmo antes de conseguirem patentear o invento.

No final da história, quem levou todo o mérito foram, Jim, engenheiro aeroespacial e o velejador Hoyle, empresário e surfista, que entre os anos de 1967 e 1968, quatro anos após os Darbys, decidirem inventar um equipamento que unisse a liberdade do surf com a arte de velejar.

Baseados num conceito um pouco diferente do invento dos Darbys e com mais recursos financeiros, no final de 1968, Schweitzer requereu a patente do novo equipamento esportivo chamado Windsurf a qual conseguiu após 13 anos de justiça.

No início, um dos problemas para concretizar a idéia, estava em , como conciliar o movimento da vela com a direção da prancha. Até que perceberam que qualquer barco poderia ser controlado sem o uso do leme, somente com a ação da vela e que uma prancha de surf pode ser direcionada apenas com a ação do movimento do corpo.

Com esses conceitos na mente, Drake ficou responsável pelo desenvolvimento da vela e Schweitzer pelo shape e tamanho da prancha.

A primeira prancha de Schweitzer, chamada de SK-8s, foi feita em fiberglass. No entanto esse tipo de material foi considerado muito caro na época. À procura de outras alternativas, Schweitzer descobriu um polyetileno da Dupont, utilizado na construção do Frisbee(Aquele disquinho voador esportivo), que se mostrou ideal para a construção de sua prancha de Windsurf.

O departamento de publicidade da Dupont se encarregou de divulgar o novo equipamento pelo mundo. Logo foram criadas as primeiras escolas na Alemanha, entre elas a International Windsurfer Schll, que utilizava um simulador na terra, onde os alunos praticavam o esporte a seco.

O primeiro grande resultado positivo aconteceu no início da década de 70, quando a Tencate, empresa do setor Têxtil, comprou a licença para fabricar o Windsurfer na Holanda. A empresa holandesa aliada a I.W.S.,transformou o novo esporte num grande sucesso.

Entre 1973 e 1978 foram comercializadas cerca de 150.000 unidades, o que fez com que várias empresas viessem a produzir o Windsurfer em todo o mundo.

Numa reunião realizada em Moscou, o Comitê Olímpico Internacional aceitou o Windsurf para participar das Olimpíadas de 1984, quando foi definitivamente aceito como esporte olímpico.

Klaus Peters-SP,Marcelo Aflalo-SP e Leonardo Klabin- RJ, foram os pioneiros do windsurf no Brasil.

O paulista Fernado Germano foi quem realmente trouxe a primeira prancha de windsurf para o Brasil. A rede Globo, com a novela Água Viva, foi a responsável pela febre do Windsurf no Brasil nos anos 70.

A modernização dos equipamentos, principalmente após 1988 e o desenvolvimento paralelo tecnológico , criaram uma nova modalidade chamada Funboard.

A Funboard se popularizou muito mais rapidamente que o Windsurf tradicional, praticado nas Olimpíadas, pois os equipamentos são muito mais ágeis, velozes, leves e coloridos, o que possibilita uma criatividade muito grande e a invenção constante de novas manobras torna o esporte insuperável pois nunca se aprende tudo, sempre tem uma nova manobra que alguém consegue executar e você ainda não.

A classe funboard é subdividida em race e wave, e é justamente esta, a segunda, que  impressiona e atrai um grande contingente de novos adeptos ao mundo do Windsurf.

O primeiro grande ídolo do esporte internacional foi o americano Roby Naish penta campeão mundial e figura muito carismática é considerado o embaixador do Windsurf.           Deixando de lado a extenuante competição anos a fio ganhando inúmeros campeonatos mundiais, retirou-se das competições para praticar o windsurf por diversão como deve ser.

Foi então superado pelo espanhol Bjorn Dunkerbeck o qual a doze anos era imbatível em todas as disciplinas. Detalhe: Ele declarou em uma entrevista na TV para a PWA World Tour que não acredita em Deus ! Segundo suas palavras, ele acredita em uma  força que não sabe explicar... Pouco depois de se retirar do campeonato muntial de windsurf, montou sua própria fábrica de pranchas de windsurf, assim como Roby Naish já estava fazendo.

Mas depois foi  superado por Kevin Pritchard  irmão mais novo de Matt Pritchard, e a História continua até hoje com novos nomes...

A Blonski pode ajuda-lo a escrever a sua própria História no cenário do Windsurf mundial através das pranchas de Windsurf  que fabricamos com  a mesma tecnologia utilizada pelos campeões do esporte.

 

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A história do bodyboarding 

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Tom Morey, foi o criador da primeira prancha, a Morey Boogie, e portanto do bodyboarding moderno. Ele é tão importante para o esporte que até hoje tem gente que chama bodyboarding de boogie board (principalmente no Hawaii) ou, ainda no Brasil, simplesmente de morey boogie.

Claro que Tom Morey não é responsável pela invenção da arte, ou esporte, ou estilo de descer ondas deitado sobre uma pequena prancha. Existem relatos datados do século XV mostrando polinésios surfando deitados e de "proto-dropknee". Essas pequenas tábuas rudimentares ("alaias" em polinésio) eram consideradas "pranchas do povo", já que apenas à realeza era permitido surfar em pé (sobre pranchas maiores, chamadas de "olos") - o que se confere por um lado ao surf stand-up o status de "esporte dos reis", por outro comprova que ha mais de quinhentos anos o bodyboarding é a maneira mais divertida de correr uma onda.
De volta ao século XX, mas ainda antes de Morey, diversos tipo de belly boards (pranchas de barriga, literalmente) foram usados: as planondas de madeira (conhecidas no Hawaii por paipo boardse utilizadas até hoje), pranchas de isopor, colchões plásticos infláveis... Mas coube a Tom Morey o mérito de transformar uma brincadeira de praia em um esporte ultra-radical com mais de 1 milhão de praticantes por todo o mundo e uma indústria que movimenta muitos milhões de dólares em equipamentos, campeonatos, mídia...

Esse sonho teve início em 1971, quando Morey deixou a indústria de pranchas na Califórnia e mudou-se para o Hawaii, disposto a seguir carreira de baterista de jazz. Ao mesmo tempo, Tom não parava de pensar na criação de algo que fosse a prancha mais veloz, mas que pudesse ser surfada de outra maneira. "Não havia muitas opções naquela época", lembra Morey. "Ou você
comprava uma prancha de isopor escrota de US$ 3,97 que quebrava num segundo ou então um colchão de ar que dobrava e não fazia curvas.

Dizem que a necessidade á a mãe de todas as invenções. E com Tom Morey não foi diferente. Um mês mais tarde, já vivendo em um pico chamado Honois, na Big Island, Tom foi pego de calças curtas: havia ondas perfeitas, mas ele não tinha nenhuma prancha. À sua disposição, apenas nove pés de bloco sem forma. A primeira coisa que Morey fez foi cortar o bloco ao meio - e então ele tinha dois pedaços  que precisavam ser transformados em algo que ele pudesse surfar. Tom passou o dia testando maneiras de shapear a prancha e descobriu como moldar o bloco . "Eu desenhei algumas curvas na espuma com uma caneta,e fui para a acama".

Na manhã seguinte, Tom Morey começou a dar vida à sua criatura. Fez pranchas tão largas quanto pode e esculpiu os bicos quadrados, para deixá-las mais fortes e ao mesmo tempo criar um ponto onde elas pudessem ser seguras. As bordas foram inspiradas num tipo de prancha chamada Hot Curl. "As Hot Curl são das décadas de 20 e 30", explica Tom, "construídas antes das quilhas serem usadas". As bordas de 45 graus deram um aspecto inovador à invenção de Morey. "Elas pareciam ótimas, mas não tinha certeza se funcionariam".

Tom não perdeu tempo. Correu para o mar com seu novo brinquedo. O resultado foi melhor do que ele esperava. "Pela primeira vez, pude sentir a onda através da prancha. Em prancha de surf, você não sente cada nuance da onda, o que você sente é como um pedaço de fibra de 7 pés desliza sobre a onda. Mas com minha invenção eu podia sentir cada milímetro da onda". Era o dia 9
de julho de 1971 - e o bodyboarding estava nascendo!

"Essa coisa funciona, é durável, barata, leve, segura, impermeável... Meu Deus, isso pode ser realmete alguma coisa grande!" Tom Morey estava realmente encantado com a pranchinha. Tanto que vendeu uma para seu vizinho por apenas dez doláres. "Eu precisava saber se alguém a compraria", explica Tom. "Depois de vender uma, senti que poderia vendê-las em qualque lugar".

De volta à Califórnia, ainda em 71, cheio de idéias mas com apenas mil dólares no bolso, Morey saiu em busca de um parceiro para fabricar sua invenção. A gordon & Smith foi a primeira a acreditar em Tom e oferecer-lhe uma chance: 280 dólares por semana e 5% do faturamento bruto da invenção, que até então não tinha nome. O gerente de vendas da G&S, numa das previsãoes mais furadas da história, ainda profetizou: "Você nunca vai conseguir 13 dólares por essas coisas..." Felizmente para Morey - e para todo o bodyboarding - o cara estava redondamente enganado.

O passo seguinte era conseguir um nome para "a coisa". A idéia inicial de Tom era chamá-la de S.N.A.K.E. (side, navel, arm, knee, elbow) ou, traduzindo, lado, centro, braço, joelho, cotovelo - as partes do corpo envolvidas quando se surfa. Mas a aceitação feminina na fábrica da G%S para "snake" (cobra, em inglês) foi tão negativa ("Ai, eu não gosto de cobras!") que Morey acabou
escolhendo outro nome. "Boogie foi uma grande onda musical", explica Tom. O nome tinha balanço e combinava com a prancha. Morey Boogie - ainda se ouviria falar muito nesse nome...

A Morey Boogie só deslancharia quase dois anos depois, quando Tom já havia saído da G&S. Até então as pranchas não tinha "pele" cobrindo do deck, o bottom e as bordas. "O acabamento não era bom o suficiente para chegar ao mercado, por isso fiquei trabalhando em outros projetos na G&S", explica Morey. Mas nesse período Tom acabou se divorciando e tendo de vender seu rancho no Hawaii. Com sua parte na venda, 26 mil dólares, pediu as contas na G&S e decidiu dar outra chance aos boogies. Durante uma visita a uma fábrica de espuma , ele viu alguns pedaços de pele jogados em um canto. "Quando colei a pele no "core" das pranchas, elas se tornaram lisas e brilhantes". As Morey Boogie estavam finalmente prontas para serem vendidas. Ao invés de tentar repassar os bodyboards em surf shops, Tom preferiu anuncá-los na revista Surfing e vender por reembolso postal. Elas custavam 37 dólares, porque essa era minha idade na época e o suficiente para pagar minhas contas". No dia seguinte à publicação, cinco pedidos chegaram à sua casa. "185 dólares em um dia!", se lembra Morey. O sonho de Tom até que enfim começara a explodir.

Quase trinta anos depois, o sonho continua mais real do que nunca e sem data para terminar. Por isso, se algum prego chegar a você e perguntar: "Você pega onda de morey?", não perca a paciência e deixe pra lá. Na pior das hipóteses, você estará homenageando Tom Morey, o cara que transformou em realidade o melhor dos nossos sonhos.

      

Era o dia 9 de julho de 1971 - e o bodyboarding estava nascendo ! 

 

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A História do Kitesurf.

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Os primeiros Kites utilizados para o que viria a se tornar o Kitesurf que conhecemos hoje, tinham o inconveniente de afundar na água e serem de dificílima redecolagem e nada seguros.

Foi preciso surgir nesta história dois irmãos...

Bruno Legaignoux e seu irmão Dominique são os inventores do Kite inflável que nós utilizamos nos dias de hoje, já todo evoluído.

Bruno e seu irmão são franceses e  velejadores  campeões Junior, instrutores de velejo, surfistas, windsurfistas e é claro kitesurfistas como nós. Eles desenvolveram velas e barcos bastante eficientes e finalmente se interessaram nos Kites (Pipas em bom português) Sim pipas, só que no kitesurf em vez de você soltar pipa, é a pipa, (Kite) que solta você.

Foi no ano de 1984 que eles começaram a fritar neurônios para desenvolver o tal kite inflável. Após algumas tentativas pareceu obvio para eles que não existia um kite que pudesse ser redecolado da água, foi justamente aí que o gênio inventivo deles pos toda a capacidade para resolver o problema. Depois de um ano de trabalho eles estavam velejando de ski e fazendo demonstrações no ano de 1985 durante a semana internacional de velocidade. Então eles patentearam a idéia. O Projeto em dois anos com várias licenças não teve interesse por parte das companhias de windsurf.

 

Graças a Deus eles nunca pararam de acreditar após 10 anos, com trabalho duro continuando o projeto sem dinheiro, olhando para novos mercados, licenças, até que criaram sua própria companhia e começaram a produzir na França em 1993-1994...tudo a um alto custo, por favor não chore !

O tempo do kitesurf chegou. Eles estão orgulhosos em ver que eles são os atores por trás do nascimento do kitesurf, mas eles não estão sozinhos. Por exemplo Cory Roeseler com o Kiteski ou Andréas Kuhn com o paraglider ajudou também com a exposição na mídia internacional. Em 1995-1996 eles entraram em sérias conversas com a Neil Pryde, Finalmente a companhia cedeu, aceitaram produzir pequenas quantidades para os irmãos que começaram a vender estes kites em julho de 1997 com a marca da Wipika. Então os irmãos encontraram outro fabricante na Asia.

Em 1989, Don Montague e o Famoso Robby Naish vieram até os irmãos Legaignoux perguntando por uma licença. Foi o gol de placa, eles concordaram e venderam par a Naish e ambos precisavam de um software para produzir novos desenhos rapidamente. Eles foram para o Hawaii e deram todo o conhecimento para Don Montague e seu programador. Um ano mais tarde, o programa estava funcionando.

Os irmãos o copiaram e agora todo mundo pode desenhar um novo bom kite em 30 segundos, apenas trocando um parâmetro. Por exemplo, trocando o AR=2.5 (um valor padrão) por 8 e você vai parecer um gênio do designer.

Patente de Proteção? Algumas pessoas vêem desta forma, Eles acreditam quando você é uma companhia bem organizada no mercado, onde os produtos evoluem bem rápido, patentes é apenas desperdício de dinheiro e energia. Mas se você é um "pequeno" e independente inventor, não tem chance contra grandes companhias se não proteger suas idéias. Eles não vão te dar crédito por isto.

A motivação deles perdurou por duros anos por causa das patentes.

Esta é uma guerra de patentes onde alguém copia faz uma pequena modificação tentando burlar as patentes, mas no fim eles acreditam que vão vencer. Obviamente, eles conseguiram parar alguns maus intencionados tentando burlar suas patentes.

Esta é uma briga ferrenha na industria de kite.

Quem inventou ? Quem inventou o kitesurf ? Muitas pessoas falaram isto sem notar que alguém previsivelmente fez algo muito perto.

Os irmão começaram em 1984 com pranchas de windsurf por que eles são surfistas e windsurfistas também, mas não esquiadores. Os esquiadores tentavam com esquis por que o waterstart era mais fácil. os irmãos construíram muitas pranchas para este propósito. Neste tempo os kites  dos esquiadores eram muito instáveis. Mas a patente sobre as pranchas do tipo windsurf também existe.

Os irmãos Legaignoux tentaram todos os tipos de pranchas e muitas coisas que você nem pode imaginar e o desenho da patente mostra um rapaz em dois esquis de 40 cm. Patins para água. Era divertido para eles velejar com aquilo.

Quem inventou o kite de grande AR inflável ? Em 1985 eles fizeram um kite tamanho 17 com um AR 6 e com 100 % pele dupla, com este kite eles conseguiam o waterstart de 6 a 12 knots durante a semana internacional de velocidade de 1986 chegando a 14.5 knots durante uma corrida de 500 metros quando o melhor dos windsurfistas registrou 10 knots. isto está registrado, faz parte da História.

Então eles fizeram kites com 20 %, 30 %, 40 %, 60 %, 80 %, 100 %, dupla camada, descrita na patente de 1984, com kites feitos de milar transparente.

Provavelmente você verá este tipo de improviso nos próximos meses ou anos.

Quem inventou as talas infláveis ? Um Competidor ? Não. No passado eles usaram dois diferentes métodos de construção para as talas infláveis. um tubo vedado e um tubo de milar , desta forma está descrito na patente original.

Quem inventou o sistema de 4 linhas na barra ? Um Competidor ? Não. eles tem também uma patente disto em 1995. Primeiramente eles usaram isto no kitebugy.

Por que eles não usaram estas idéias antes ? Tem dois motivos, Primeiro quando você estabelece uma companhia e você tem dinheiro. Especialmente na França, você tem que trabalhar 80 horas por semana ,trabalhando corretamente. Então eles não tinham dinheiro , é por isto que em 1999 decidiram mudar em 2000 para República Dominicana e naquela época o mercado não estava preparado para kites mais desenvolvidos.

Nos "primeiros anos" eles fizeram kites eficientes quando eles entenderam que tinham que fazer as coisas simples, estáveis e seguras.

Em 1998 , 100 % dos usuários eram iniciantes. Não tinha muito mercado como este. Em 1999 continuava tendo 90 % de iniciantes, mas os outros 10 % começaram a perguntar por kites mais eficientes, então eles prepararam o Air AR3.3 e começaram a vender este kite no começo de 2000.  Mas por causa do Naish AR5 o kite dos irmão ficou fora de moda , se você pode acreditar nisto.

Os irmãos acreditam em segurança e quando eles ouviram que alguns iniciantes compravam kites AR5, eles ficaram aterrorizados. Primeiro este kite é mais difícil de redecolar,  mas acima de tudo é muito rápido. Isto faz um kite super perigoso para iniciantes no estado do mercado da época sem escolas e sem vendedores bem informados. Hoje em dia ainda as informações dos vendedores não são das melhores, imagine na época.  Então eles começaram a competir com a eficiência, justamente como os fabricantes de windsurf fazem.

Um fato. Os velejadores da  Wipika,  Franz Olry e Cristopher Tasti, venceram alguns eventos sem precisar usar um kite com AR muito alto. por que este tipo de kite é muito rápido e instável, com o que não podem fazer todos os tipos de manobras. Eles faziam as manobras com kites mais estáveis.     

Eles não querem um kite 20 no quiver. Eles querem simplicidade. Igual para Lou Wainman, Maurício Abreu e muitos outros.

Se você ver eles usando um kite com um AR alto, é por que a competição puxa para este caminho, e não por que eles preferem isto, só em ventos fracos valia a pena usar este tipo de kite !  

O Conceito do Kite Bow na História do Kitesurf, veio para reconciliar a rigidez dos tubos de ar de um kite com o shape plano de uma asa que era o sonho de muitos projetistas desde que o kitesurf se tornou popular, mas ninguém teve sucesso em desenvolver um Kite que funcionasse .

O kite "C"  inventado em 1984 pelos irmãos Legaignoux continuou uma referencia incontestável.

Paradoxalmente, Dominique e Bruno Legaignoux atacaram o problema no final de 2001 em casa, na República Dominicana, em reação aos cada vez mais freqüentes acidentes com os kites do tipo "C".

O seu segundo gol de placa foi quando conseguiram fazer uma asa (kite) com capacidade de perder totalmente a potência, e bolaram um sistema para desengate rápido do kite em situação de emergência total.

Até então coisas como estas eram totalmente fora da realidade dos kites que existiam até esta idéia divisora de águas.

Realmente a nova idéia dos Legaignoux foi um salto quântico no desenvolvimento do kitesurf como um todo.

Em 2000-2001 a imagem de uma grande companhia entra no mercado, Pete Cabrinha e a famosa Neylpride fundaram a Cabrinha Kites então Pat Goodman entrou no time como designer dos kites da Cabrinha.

Mesmo os velejadores mais resistentes a mudanças acabaram percebendo as inúmeras vantagens do kite Bow, como a capacidade de liberar totalmente a potência do kite e não ser arrastado quando o velejador não quer, até então isto não existia.  Entretanto é muito mais fácil fazer um kite Bow perder potência que um kite "C".

Então os irmãos desenvolveram o kite Bow com um cabresto e apenas 4 linhas de comando, com o shaip mais plano e mais abertura da Asa  que um kite "C", sem deformações na estrutura da asa em vôo.
       A principal inovação consistia em colocar as pontas do kite mais para traz com o bordo de fuga côncavo, isto tornou possível deixar a shaip do kite mais plano e com um bordo de fuga perfeitamente firme, sem deformações.

Então surgiu o kite Bow com um sistema original e bastante simples de linhas ou cabresto fixados no bordo de ataque desenhado para permitir a liberação total da força do kite e curvas rápidas no vôo do kite mediante o uso de roldanas que multiplicam os pequenos movimentos necessários na barra de controle.

A principal inovação que diferencia o formato do kite Bow do kite "C" é principalmente o formato côncavo do bordo de fuga com as pontas da asa mais para traz e o cabresto que suporta a abertura mais plana do bordo de ataque do kite.

Muitas alternativas e formas de cabrestos são possíveis abaixo deste conceito inovador.

Este novo conceito de kite Bow foi proposto para a Takoon em 2003, junto com todas as licenças das patentes do kite inflável no começo de 2005.

Diamnond Wite Lda, é a proprietária das patentes protegidas do conceito de kite Bow , agora oferece licenças para qualquer marca interessada em fabricar kite do tipo Bow.

A Cabrinha foi a primeira empresa a comercializar o kite Bow, mais tarde vários outros fabricantes seguiram o mesmo caminho, inclusive mais recentemente a Naish com o SLE.

Então atualmente os Kites evoluíram para o tipo Bow ou SLE como prefere chamar a Naish, no fim é quase a mesma coisa. Acaba confundindo os iniciantes no esporte, mas é praticamente o mesmo tipo de kite, a diferença é que o Crossbow, ou o novo XBow da Cabrinha tem o perfil da asa um pouco mais aberto e plano que o Naish Shockwave chamado pela Naish de kite SLE.

Se colocar na praia um Kite Shockwave da Naish e um Switchblade da Cabrinha, os dois são muito parecidos, o que muda fóra o bordo de fuga da Naish que não é côncavo, para fugir da patente, é a marca e as cores, alguns pequenos detalhes, e é claro a torcida que prefere um ou outro. Aqui é mais uma vez briga de patentes. Se o SLE da Naish tivesse o bordo de fuga côncavo teria a asa mais plana. E teria que pagar a licença da patente do kite Bow.

Os kites destes fabricantes atualmente são excelentes ! Existem várias outras marcas no mercado que fabricam o mesmo tipo de kite.

Os Kites do tipo Bow ou SLE são os kites mais seguros para o iniciante e o preferido de muitos kitesurfistas mais avançados, no passado muitos acidentes aconteceram com os kites do tipo "C " por faltar segurança nos Kites.

Hoje em dia é muito mais seguro, pois existem muitas escolas que ensinam Kitesurf e todas as normas de segurança antes do futuro velejador se aventurar neste esporte empolgante .

 

 

         Continua em breve ...

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As Pranchas Blonski tem satisfação em estar participando da História do Kitesurf a cada dia, fabricando as pranchas de kitesurf para você arrepiar na água.

 

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A História do Surf

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O Surf tem profundas raízes religiosas, culturais e sociais.

Era considerada uma atividade nobre. Somente os reis e suas famílias podiam surfar em pé e sem restrições.

Segundo uma lenda Havaiana, Moikeha, um rei do Taiti, velejou até o Havaí para surfar. Aportou na primeira ilha do arquipélago, mas não gostou de lá, indo até Oahu e em seguida ao Kawai. Ao chegar a ilha de Wailua, encontrou ondas perfeitas em um lugar chamado Makaiwa. Mais tarde, tornou-se o rei do Kawai.

Oficialmente, na época da colonização, foi em 1778 ,que o capitão da Marinha Real Britânica, James Cook, fez o primeiro registro sobre o Surf em seu diário de explorador, Cook descreveu cenas em que via vários indígenas nus, deslizando em alta velocidade sobre ondas de quatro a cinco metros de altura, em um lugar chamado Waimea, no Havaí. Cook gostou do surfe, disse até mesmo que se tratava de algo muito relaxante.

Mas os missionários, cheios de preconceito religiosos, condenaram prontamente aquela atividade. Segundo eles, os havaianos levavam uma vida muito preguiçosa e o surfe era coisa de vagabundos que não produziam, uma necessidade do civilizado mundo europeu da época.

Outra teoria afirma que os inventores do surfe é o Povo Inca, os primeiros habitantes do Peru. Isso se deve aos escritos espanhóis da época da colonização, cerca de 500 anos atrás, que narram nativos deslizando sobre o oceano, em embarcações construídas pelos pescadores e chamadas de "cabalito de totora", usada para a pesca e diversão, como a prática do surfe após as pescarias.

Segundo essa hipótese, os incas perceberam quando voltavam de suas longas pescarias, que era mais emocionante e desafiador descer as ondas de pé sobre o casco das embarcações.

E segundo esta hipótese, foram os Polinésios que levaram o surfe para o Havaí. Navegando pelos padrões que o vento, a terra e as correntes criavam na água e seguindo o caminho das estrelas, eles cruzaram o Equador e chegaram às ilhas mais remotas da terra pelo arquipélago Havaiano, onde encontraram apenas formações rochosas, tempestades e furacões.

Esses exploradores deram então origem a uma nova civilização, adaptando a mitologia e o modo de vida das ilhas à sua cultura, especialmente no brincar com as ondas do oceano.
Há também indícios de práticas ancestrais de surfe na África Ocidental.

A restrita bibliografia sobre o surf aponta o seu surgimento nas Ilhas Polinésias, através dos povos nativos, em virtude de sua própria cultura de subsistência, a pesca. Constantemente tinham que se atirar ao mar com seus barcos feitos artesanalmente para pescar, e quando voltavam, deslizavam sobre as ondas para chegar mais rápido à terra firme. Este ritual acabou se tornando um hábito entre as civilizações daquela região.

Mais tarde, nas ilhas do Hawaii, o Surf começou a ser praticado pelos antigos reis Havaianos com pranchas feitas de madeira, extraídas de árvores locais.

Os nativos possuíam um ritual religioso para a fabricação das suas pranchas. O ritual começava com a escolha da árvore, colocando ao pé do tronco um peixe vermelho chamado Kumu e a árvore era cortada. Nas raízes fazia-se um buraco onde, com uma oração, era enterrado o Kumu. Em seguida era dado início ao trabalho de modelagem ou shape (escultura da prancha); como ferramentas usavam  lascas de pedras e pedaços de coral granulado (Pokaku Ouna) e um tipo de pedra bem dura (Oahi) para alisar a superfície. Com a superfície lisa, aplicavam as raízes de uma árvore chamada Hili, para dar uma cor preta. Para impermeabilizar usavam cera.

No meio da população nativa hawaiana o surf era intimamente ligado às raízes culturais.

Faziam um ritual religioso festivo, onde os chefes agradeciam aos deuses as farturas do mar, das ondas e os prazeres de brincar nas suas águas. Alguns indícios apontam 1500 anos atrás como sendo o período em que os Polinésios desciam as ondas com pranchas de surf feitas de tábuas.

Como no Hawaii, o surf na Polinésia estava associado às raízes religiosas, culturais e sociais.

As raízes culturais do surf, através do ritualismo, impunham aos nativos uma determinada hierarquia de prática. Aos reis e suas proles era permitido surfar na posição de pé. As pranchas maiores eram denominadas de Alla. Tinham sete pés de comprimento e eram mais aperfeiçoadas, pois faziam parte de todo um ritual de confecção e só podiam ser utilizadas pela realeza.

As pranchas menores ou Alaia, pranchas mal acabadas, desprezadas pelos chefes eram destinadas aos nativos ou súditos que estavam mais próximos da família real. O restante da tribo tinha restrições para a sua prática. Já naquela época os aborígenes pertencentes à família real realizavam competições e lutas mortais por causa do surf.

O Surf era para os nobres e destemidos.

Até o início do século, a maioria dos Havaianos praticava o Surf como atividade de lazer. Este hábito passou a ser encarado de outra forma quando o então campeão olímpico de natação, o Havaiano Duke Kahanamoku,

começou a divulgar o esporte em outros países por onde passava, quando exercia sua função.

Em muitos países o surf começou a ser praticado regularmente, e por volta da década de 20 começaram a aparecer os primeiros campeonatos na Califórnia.

 

Bob Simons criou a primeira prancha de fibra de vidro em 1949. Em meados de 1950, as pranchas passaram a ser comercializadas e na década de 60 o surf tornou-se competitivo e profissional.

A partir daí a evolução das fábricas de pranchas, roupas e outros equipamentos destinados ao surf foram constantes. Em 1975, o Surf foi  reconhecido mundialmente como esporte ligado à natureza, ganhou  um número considerável de praticantes.

Foi então criada a IPS (International Professional Surfers) com o objetivo de desenvolver o surf profissional e realizava campeonatos de Surf na época.

No Brasil

Aqui no Brasil, as primeiras pranchas que na verdade eram  "tábuas havaianas", foram trazidas por turistas. Em 1938 a  primeira prancha brasileira provavelmente, foi feita pelos paulistas Osmar Gonçalves, João Roberto e Júlio Putz, a partir de uma revista americana, que em uma matéria dava medidas e o tipo de madeira a ser usada. Pesava 80 kg e media 3,6 metros. Em 1950, os cariocas Jorge Grande, Bizão e Paulo Preguiça, construíram uma prancha de madeira, inspirados nas pranchas de madeira balsa que um piloto comercial americano da rota Hawaii-Rio, trouxe  em uma de suas viagens. Não tinham boa  flutuação nem envergadura. Em 1962, enquanto no Rio o Sr Moacir criou uma técnica para dar envergadura aos pranchões, em São Paulo, Homero Naldinho, com 14 anos, fazia suas madeirites que mediam apenas 2,2m (o tamanho das Minimodels, que surgiram somente em 1967), pois as placas de madeirite tinham esse tamanho.

Em 1963, George Bally e Arduíno Colassanti, começaram a shapear as primeiras pranchas de isopor. Com uma lixa grossa presa a uma madeira, levavam dois dias para fazer uma prancha. A referência era uma foto de revista.

Em 1964, Mário Bração e Irencir, conheceram o australiano Peter Troy, que trouxe outlines (templates) e noções de shapear de seu país. Ainda usava o madeirão como lixa, o ralador de côco e a grosa. Mais tarde apareceu o "Suform" importado, mas o bloco ainda era de isopor. Enquanto isso, em São PauloP, Homero fazia as primeiras pranchas de madeira oca. Inspirado em pranchões gringos.

Em 1965, o Coronel Parreiras fundou a primeira fábrica de pranchas no Brasil: a São Conrado Surfboard, no RJ. Parreira adaptou para o shape uma técnica usada no aeromodelismo: após colar a longarina com a curva desejada, usava fio quente para cortar o fundo e o deck acompanhando a curva da longarina. A seguir cortava o outline e dava o finish. Seus shapers Mário Bração e Ciro Beltrão. Mais tarde, Carlos Mudinho também passou a shapear na São Conrado.

Enquanto isso, em São Paulo, além de Homero, Eduardo Faggiano, o Cocó, Nelsinho e Lagartixa, faziam pranchões de madeira envergados com calor. Mas logo aderiram ao isopor seguindo o exemplo do pioneiro Parreiras.

Em 1967, Penho volta do Hawaii, trazendo a primeira plaina Skill e a técnica de shapear. Porém, as minimodels haviam acabado de surgir e ninguém sabia exatamente o que shapear. Faziam-se miniguns e minipranchões, mas nada com embasamento teórico. Nessa época surgiram os shapers Miçari, Rico, Wanderbilt, Tito Rosemberg, Marcelo "Caneca", Otávio Pacheco, Maraca, Zeca Guaratiba, Isso Amsler, Paulo Aragão e Dentinho.

Em 1969, o Coronel Parreiras, lança o poliuretano branco com química importada Clark Foam. Paralelamente, Homero cria a primeira fábrica de pranchas de São Paulo e passa a comprar blocos Clark Foam do Coronel Parreiras. Inovador, Homero alcançou popularidade em todo o Brasil. Além de ter criado, provavelmente, a primeira máquina de shape do mundo, dava garantia de 1 ano para suas pranchas modelo Homero Luxo e de 6 meses para o modelo "Superlight".

Nessa mesma época, Tito Rosemberg voltava da Europa e Estados Unidos da América, com um Know-How bastante avançado para a época, passando a dividir o mercado brasileiro com Homero.

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