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Ondas do mar!
Amar é como as ondas do mar
Deixa-se se fazer levar!
Ondas do mar!
Ondas do mar vem me acordar!
Ondas do mar não me faz chorar...
Onda do mar vem me ajudar...
No amanhecer...
No entardecer...
No anoitecer...
Hora pequenas marolas...
Hora um turbilhão de ondas...
Que vão de encontro nestas maravilhosas rochas...
Rochas que resistem...
Rochas que persistem...
Gerando uma perfeita Sinfonia de Amor...
Que acalma os corações apaixonados!
Sua Majestade Natureza...
Rege com perfeição...
Suas notas musicais.
Que somente ela Natureza determina:
Um DÓ Maior do Mar!
Um RÉ da Maré...
UM MI da minha amada...
Um FA da Fada Azul anunciando sua chegada!
Um SOl do Sol que brônzea nossos corpos!
Um LA da latitude Sul e Norte de seu belo corpo!
Um SI de Sinal de um novo dia que acaba nascer!
Ondas do mar!
Amar é como as ondas do mar
Deixa-se se fazer levar!
Ondas do mar!
Poema
: Ondas
Autor:
Domingos Paulin Filho
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Eu nasci com o surf...
me criei através do surf...
vivo em torno do surf...
meu melhor amigo é o surf...
tô ligado nas ondas do surf...
cresço com a ajuda do surf...
meu pensamento flui para o surf...
meu plano é o surf...
O mar não é nada sem o surf...
meu sangue ferve, quando me entrego para o surf...
meu passado,meu presente e meu futuro são o surf...
Tudo isso é importante pra mim,porque vc
DANIELA e o SURF moram no meu coração
e surfam na minha alma...
Autor:
Guto |
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AMOR DE PRIMAVERA
Verdes campos, vento brando...
Fragrância de flores se abrindo
Novos sonhos vêm chegando
É a primavera surgindo
Trazendo de volta a esperança
Ao meu coração de criança
Que hoje envolto em magia
Transborda felicidade
A esquecer toda a saudade
Que tão insistentemente
Ainda ontem nele ardia...
É tempo de clima ameno
De prados cobertos de lírios
De canto suave e sereno
De sonhos e de delírios;
Um sentimento tão lindo
Comemoro hoje sorrindo
Diante do céu e da terra,
Assim como a natureza
Reveste-se de rara beleza
Mostrando-se mais airosa
Para saudar a primavera.
Toda a tristeza de outrora
Já se foi, tal qual o inverno
E o meu coração se enamora
Entoando em canto terno;
O som desta melodia
Traduz toda a euforia
De um amor recém-chegado
Que transforma a existência
Deixando apenas a essência,
Reverenciando o presente
Banindo a dor do passado!
Que venham todas as flores
Que brote enfim a esperança
Que surjam muitos amores
Que reinem a paz e a bonança!
Hoje eu só quero alegria
Envolta em sonho e magia
Colorindo o céu cinzento
Deixando os campos floridos
Trazendo os bons tempos vividos
Deixando fluir todo o amor
Dando asas ao pensamento!
Desilusão e tristeza
Naquele barco partiram...
Em meu coração, com certeza,
Ontem brincaram e sorriram
Num sarcasmo incessante,
Mas hoje daqui bem distantes
Deixaram de vez minha alma
Que contemplando a candura
Irradia amor e ternura,
Porta-se como criança
E em júbilo se acalma...
Quero brindar o amor
Varrer o ódio da terra
Comemorar o fulgor
Deste amor de primavera
Que em meu âmago se implanta
Que extasia e encanta
Realçando o singelo primor
Dos prados cobertos de relva
Das montanhas e da selva
Da voz estridente da gralha
Do crocitar do condor.
Hoje os olhos de minha alma
Miram estrelas cintilantes
Contemplam a alvura das palmas
E pássaros mais cativantes
Há hortênsias mais bonitas
E bem mais rubor nas tulipas
Há garbo no voo da garça
Bem mais viço nas bromélias
Mais mistérios nas camélias,
Os versos são mais eloquentes
A vida tem muito mais graça!
Um brinde à estação das flores
Que se exibem como em vitrines
Ao som de pássaros cantores
Que embala o nadar dos cisnes
Enaltecendo o amor,
A natureza hoje em flor
Em perfeita sintonia
Enxuga todo o meu pranto
E em todos os recantos
Faz brotar a esperança...
Faz renascer a harmonia!
A mágoa insolente e turva
Que ontem estava presente
Dissipou-se lá na curva
Sob o olhar do sol poente
Que às estrelas dá passagem
Fazendo surgir a imagem
Da lua que inspira e seduz
Revestindo a natureza
De extraordinária beleza
Que eleva a humanidade
E ao onirismo a conduz!
Amores são sempre bem-vindos,
Pois fazem brotar a esperança
Trazem à tona sonhos lindos
Fazem a alma ser criança
Revestindo-a de encanto
Afugentando o pranto
Cedendo lugar ao alento
Deste amor de primavera
Que meu peito ora descerra
Expulsando a dor de outrora
Conduzida de vez pelo vento...
DAS TREVAS À LUZ
Vaguei pela noite sombria
Ao abrigo do céu nevoento
Tentando driblar a mim mesma
Caminhei sem rumo ao relento
Por senda tortuosa e fria.
Vaguei pela noite silente
Saboreando a desventura
Completamente absorta
Perdida em meio à amargura,
Iludida, inconseqüente
Vaguei pela noite turva
A solidão foi meu par
Impiedosa a me seguir
Perversa a me fustigar
A cada passo, a cada curva...
Vaguei pela noite ferina
Sem esperança, sem lume,
Pelas veredas mais íngremes
Caminhei até o cume
Sob o açoite da neblina.
Vaguei pela noite insidiosa
Olhar lúgubre, perdido...
Sob o vento torturante
A soprar em meus ouvidos
Na trajetória inditosa.
Vaguei mas o dia raiou...
Aos poucos o sol me aqueceu,
Resgatando-me das trevas
A paz ele me devolveu
E de todo o mal me livrou!
O BARCO
A vida é um grande barco
Que nos conduz mar afora...
Sem sabermos o destino,
Mas o que se possa agora;
O ontem se foi, é passado,
Já estamos do outro lado
Remamos constantemente,
Pois um remo recebemos
Com ele sobrevivemos
Até o momento presente.
Às vezes o mar turbulento
Perturba a nossa viagem,
Para vencer o infortúnio
É imprescindível coragem,
Mas de repente a bonança
Vem nos encher de esperança
Depois de uma tempestade
Que ontem nos afligiu
E o barco quase partiu
Num gesto de crueldade.
Hoje, porém, o sol brilha
E nos faz esquecer todo o medo
Trazendo a serenidade
E à vida dando enredo,
O que passou não importa
A tristeza já está morta,
Para que lembrar o passado?
Se o dia surge radiante,
Sinto que a cada instante
Um presente nos é dado!
Se surge uma onda mais forte
E nos pega de surpresa
Nossa atenção redobramos,
Remamos com mais firmeza;
Do barco alguns já partiram
Aos ventos não resistiram,
Mas apesar da desgraça
A viagem segue em frente
Vem uma força latente,
Renova-nos e tudo passa.
Navegamos com veemência
Remamos com precisão
Atentos a tudo que surge
Bem em nossa direção,
Se olhamos para trás distraídos
Podemos ser surpreendidos;
É dia de clima ameno
Vamos curtir a viagem
Contemplando a paisagem
Desse lindo mar sereno!
Vamos sorrir para a vida
Sem rusgas e desavenças
Sem presságios de mau tempo
Fortalecidos na crença
De que o amanhã será lindo...
E o sol estará surgindo
Para aquecer nossa alma
E encher o barco de luz
Qual guia que nos conduz
Por um mar de ondas calmas!
PRIMAVERA
Os pássaros bailam no céu
Num cenário de esplendor
Cantos alegres entoam
Saudando a estação do amor,
É a primavera surgindo...
Envolta em sonho e magia
A relva em flores se abrindo
Momentos de eterna poesia!
O sol que de longe assiste
Com seus raios fulgurantes
Ao cenário não resiste...
Surge no céu nesse instante
Para surpresa e deleite
Desses verdejantes prados
Repletos de copos-de-leite
De gotas de orvalho molhados.
Primavera tão sonhada
Prelúdio de encanto e de cores
A esperança é renovada
Renascem muitos amores,
Há mais beleza e ternura
Campos plácidos, floridos...
Que trazem de volta a candura
Dos tempos outrora vividos.
Brotaram cravos e rosas
Açucenas e jasmins
Tulipas mais suntuosas
Ornamentando os jardins,
Dando pouso às borboletas
Inquietas e cativantes
Que voam em meio às violetas
Num matizado constante.
Contemplo a alvura do lírio
O viço incomum das bromélias
Beija-flores em delírio
Acariciando as camélias,
É a natureza que empresta
Seus folguedos multicores
Numa homenagem modesta
À eterna estação das flores!
Tamanha grandeza culmina
Com o cândido céu azulado
Da tarde que aos poucos termina.
Gaivotas exibem o bailado
Ao mar que a tudo observa
Com murmúrios orgulhosos,
Pois com magia conserva
Seus encantos imperiosos.
Surge a noite e encobre os campos
Lua e estrelas ela traz
É a vez dos pirilampos
As flores repousam em paz
Para amanhã bem cedinho
Ressurgirem mais formosas
Num brinde de puro carinho
À eterna estação das rosas!
SEU OLHAR
Seu olhar é como o mar
Oculta sempre um segredo
É magnetismo e beleza,
Mas desperta um certo medo,
Por ser assim tão intenso
Contém um mistério imenso.
Seu olhar é como a onda
Extremamente inconstante
Vai surgindo sorrateira
Revolta-se num instante;
É prenúncio de perigo,
Mas sempre brinca comigo.
Seu olhar é como a noite
Sugestiva e misteriosa!
Realça o brilho da lua
Tornando-se maravilhosa,
Esconde talvez a verdade
Aos sonhos dá liberdade...
Seu olhar é como estrelas
Que apesar de tão distantes
Silenciosas me atraem
Chamativas! Fulgurantes!
É beleza, é fascínio...
Encantamento e domínio!
Seu olhar é como a lua
Inspiração dos amantes
Surge e da noite se apossa
Com seu brilho contagiante,
Do meu caminho é a luz
Que me domina e seduz!
UM GRANDE AMOR
Um grande amor não se esquece
É estigma que o tempo não apaga
Ferida que não cicatriza
Sonho que na mente divaga;
Nasce e não morre nunca
Bem no peito faz morada
É natureza em flor
Exaltando a primavera
É poesia, é quimera
Total delírio e esplendor!
Um grande amor é infinito
Perdura dentro da alma
É como tinta indelével
Vendaval que não se acalma;
É água vinda da fonte
Que refresca e sacia
É alegria não contida |
Entusiasmo e alento
Seiva que dá sustento
Real sentido da vida!
Um grande amor é o vento
Que arrasta as folhas ao léu
É nuvem que vem sorrateira
Encobrindo todo o céu;
Surgiu em mim pouco a pouco
Envolveu-me por completo
Como a lua que desponta
E logo se mostra inteira
Radiosa e altaneira
Da noite tomando conta!
Um grande amor é miragem
Que não se define jamais
Tento esquecer, não consigo
Entrego-me cada vez mais;
A cada dia que passa
Sinto-me mais impotente
Impossível resistir
A esse querer tão profundo
Que se apossou do meu mundo
Brincando com meu porvir!
Um grande amor é estrela
Que lá nas alturas reluz
Mesmo estando tão distante
Sempre fascina e seduz;
É como o sol fulgurante
Que ilumina e aquece
A terra fria e sombria
Dando mais vida às flores
Realçando suas cores
Irradiando alegria!
Um grande amor é imortal
Tão forte quanto o rochedo
Que resiste ao vento forte
E esconde tantos segredos;
É como um vulcão em larvas
Que consome sem piedade
Ao mesmo tempo é tão terno
Como um céu todo estrelado
Como um lindo sol dourado
Que aquece os dias de inverno!
VIAGEM UTÓPICA
Hoje eu vou pegar carona
Nas asas do pensamento
Sobrevoar as montanhas
Ultrapassar o horizonte...
Sentir o afago das nuvens
Ir até o firmamento
Visitar o sol poente
Da terra se despedindo
Ver de perto a noite vindo
Trazendo com ela as estrelas,
Conhecer o esconderijo
Da lua cheia prateada
Que desponta tão calada
Para então, de mãos dadas,
Eu, a lua e as estrelas
Comemorarmos o encanto
Da noite airosa e faceira.
Já em plena madrugada
No silêncio mergulhada
Sobrevoarei as geleiras
E espiarei lá de cima
Do alto da cordilheira
A neve em flocos caindo...
Os montes e vales cobrindo
Ornando de branco a paisagem,
Mas quando a aurora romper
Já estarei bem distante,
Pois junto à estrela-d?alva
Brindarei o alvorecer!
Será mais um novo dia
Por isso eu irei festejar
Abraçada ao sol nascente
A esperança eu vou saudar!
Farei um vôo rasante
Sobre a imensidão do mar
Apreciando suas ondas
Inquietas a murmurar,
Avistando as gaivotas
E o veleiro a deslizar...
Deixando o frescor do vento
A minha face tocar.
Sobrevoarei em seguida
Em viagem vespertina
Todo o verde da floresta
A fauna, a flora, a vida...
Entre pássaros cantores
Que brincam fazendo festa
Enquanto o dia termina
E a noite mais uma vez
De mansinho se aproxima,
Hora de pegar carona
Com a estrela cadente
E voltar à realidade
De um mundo bem diferente...
GAIVOTA
Pudera eu cruzar o céu qual gaivota
Voar livre por todo esse imenso mar
Ver o reflexo do sol sobre essas águas
Pelo vento incerto me deixar levar!
Sem destino certamente eu voaria
Tendo o azul do céu e o mar como limite
Por uma aura de paz eu me envolveria
Para trás todo o lamento eu deixaria!
Pudera eu então de vez desvencilhar-me
De tudo aquilo que extenua o meu ser
Bater as asas num gesto de liberdade
Extravasar num grito a dor e a saudade!
Gaivota, com você quero voar
Bailar ao ritmo das ondas desse mar
Imitar a tua graciosidade
Desfrutar de toda a tua liberdade!
Ave marinha, eu teria a singeleza
Da cor branca que envolve tua plumagem
E ao pousar na areia eu adormeceria
Agraciada pela emoção da viagem!
Gaivota, abriga-me em tuas asas
Quero viver esse momento alucinante
Aventurar-me nesse azul exuberante
E contigo voar para bem distante!
COMO UM PÁSSARO
Como um pássaro eu queria
Voar livre neste instante
E encontrar o meu amor
Que está de mim tão distante!
Para longe ele se foi...
Deixando em meu peito a saudade
Que vai paulatinamente
Consumindo-me sem piedade!
Como um pássaro eu queria
Para bem longe voar
Ultrapassar o horizonte
E o meu amor encontrar!
Nesse encontro certamente
Apenas o azul do infinito
Haveria de testemunhar
O nosso amor tão bonito!
Como um pássaro eu queria
Entre as nuvens flutuar
Sobrevoar as montanhas
Nas águas do mar me espelhar!
Sem destino eu seguiria
Bailando ao sabor do vento
Dando guarida aos meus sonhos
E asas ao meu pensamento!
Quem sabe lá do outro lado
Estaria a me esperar
O amor que um dia partiu
Deixando-me triste a chorar!
PRESENÇA DIVINA
Sinto, meu Deus, tua presença
Em mim a todo momento
Inundando corpo e alma
Num sopro de vida e alento!
Apesar de não te ver
E não poder te tocar
Te sinto no ar que eu respiro
No meu coração a pulsar.
Estás no sol que me aquece
Nos dias frios de inverno
Nas aves em revoada
Entoando um canto terno.
Te encontro no mar que murmura
Nos rios, cachoeiras e fontes
No esplendor de um novo dia
Que desponta no horizonte.
Te sinto no voo dos pássaros
Que bailando te cultuam
Te vejo no azul do céu
Nas nuvens que nele flutuam.
Consigo sentir tua presença
Nas florestas verdejantes
Na lua que a noite ilumina
Nas estrelas fulgurantes.
Estás no calor do verão
Na brisa que me acaricia
Na chuva, nas flores, na terra...
No fruto que a fome sacia.
Estás também no arco-íris
A refletir tua aliança
Colorindo o firmamento
Prenunciando a bonança.
Presente estás em mim
Na inspiração destes versos
Presente estás no ser vivente
Na imensidão do universo!
AS QUATRO ESTAÇÕES
Na aurora de minha vida
Tudo era felicidade
Primavera tão sonhada!
O amor na pele aflorando
Brotando com intensidade,
A vida se transformando
Em abundantes floradas!
No entusiasmo do verão
Todo o ardor da juventude
A aquecer meu coração,
Emoção em plenitude!
Meu peito de amor se abrasando
Meu ser de alegria vibrando
A vida em eterna canção!
Surgiu, porém, o outono
Foram-se as folhas e as flores
Ficando em mim tão somente
Desilusões, dissabores;
Tal qual árvore desnuda
O meu coração se despiu
E de desilusão se vestiu!
Veio o vento e soprou frio
A vida se fez inverno
E o meu ser se fez tristonho,
Pois restou nele a saudade
Da emoção, do canto terno
Dos tempos de felicidade
Das flores, sorrisos e sonhos!
AMOR E PAIXÃO
O amor e a paixão
Confundem-se entre si
Pois, concomitantemente,
São próximos e distantes
Distintos e semelhantes.
Entre as desigualdades
Uma se faz evidente:
A paixão é transitória
O amor é permanente!
Força avassaladora
A paixão é turbulência
O amor é porto seguro
Pelos mares da existência!
Paixão é ânsia incontida
É impulsividade e euforia,
O amor é serenidade...
Renovação, calmaria!
Paixão é efemeridade
O amor se solidifica,
Com o decorrer do tempo
A paixão se vai e o amor fica!
ETERNA MELODIA
Aproxima-se o verão
Surge no céu um sol cálido
O meu coração se aquece
De amor o meu ser se faz ávido;
Componho uma melodia
Que expressa sentimentos
De amor e de euforia!
De repente, as folhas caem
Cedendo lugar ao outono
E eu baixinho aqui cantando
Meu violão dedilhando
Prestes a pegar no sono,
Sob a árvore desnuda
A melodia ensaiando.
Vem o vento e sopra frio
Trazendo consigo o inverno
E eu ainda aqui sonhando
Ao relento versejando
Entoando um canto terno,
Sob a estrela que vagueia
E a lua que me norteia.
Brotam finalmente as flores
Já desponta a primavera
Da jovialidade e das cores
Do amor como primazia;
E com pássaros cantores
Vou compondo em parceria
Minha eterna melodia!
PERENE CANÇÃO
O meu amor ardente eu sempre hei de cantar
De forma enternecedora e harmoniosa
Propagá-lo além da linha do horizonte
Delinear meu sentimento em verso e prosa
O meu amor contém a candidez da rosa
O encantamento das estrelas flamejantes
É grandioso como as águas do oceano
À singeleza da poesia é semelhante
Hei de cantar o meu amor aos quatro ventos
Vivenciá-lo em toda a sua plenitude
Amor que suplanta as barreiras do tempo
Amor imenso sem noção de finitude
Chama que abrasa meu peito incessantemente
Fulgor que na obscuridade me conduz
Melodia aprazível que me acalenta
Força latente que me inspira e me seduz
Estrela guia que ao longo da caminhada
Se faz presente em todos os meus momentos
Amor escrito com indelebilidade
Verso por verso nas linhas do firmamento
Amor feérico que eu sempre hei de cantar
Posto que da minha existência é a razão
Sonho do qual eu jamais quero despertar
Mas sublimá-lo numa perene canção
UM SONETO À NATUREZA
Quero ver de novo o verde dessas matas
Ver essas águas abundantes, cristalinas,
Poder banhar-me nesses rios e cascatas
Saciar a minha sede nessas minas.
Quero banir essa cortina de fumaça
Que deprecia o azul do céu e do mar
Ver preservadas essas imensas geleiras
Garantindo a vida do urso polar.
Quero ver flores adornando esses canteiros
Peixes, baleias e golfinhos resguardados
A arara azul liberta do cativeiro.
Pena que o homem ainda não tenha consciência
Do patrimônio que a ele foi confiado
E não lute e prol da sobrevivência.
LOURDES NEVES CÚRCIO
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